Dia frio. Lá fora a chuva cai suave fazendo um agradável som que me acalma. Na minha cama o aconchego.
Sorriso.
Pausa.
Aperto.
Um pequeno suspiro e todas as lembranças vêm como tempestade. Bagunçando-me. Lembrando-me. Trazendo a saudade que acreditava já não mais existir.
Na TV um filme ecoa palavras e frases que parecem ter sido copiadas da minha vida.
Mentira?
Verdade?
Ilusão?
Realidade?
Jamais vou saber, mas tenho duas opções:
1 – seguir disposta e me abrir para outro amor, um que realmente me mereça e ser feliz
2 – Ficar parada e fazer disso um trauma.
Há uns dias, durante uma conversa com minha mãe, me dei conta de que em poucos meses farei 27 anos. Está certo, não estou velha, mas o tempo passou tão rápido que só agora me dei conta da chegada literal da idade adulta e outro filme começou a rodar, dessa vez na minha mente.
Pausa.
Talvez por estar mais madura, mais independente e ter praticamente cem por cento de responsabilidade por minhas escolhas, essa também tenha sido a história, a paixão mais intensa, mais especial...
Maturidade.
Nela, cada ação ou reação ou até a falta dela foi por decisão e escolha minha.
Fui refém desse sentimento, mas permiti o cárcere.
Eu senti, mas fingi não sentir.
Eu fiquei mais frágil diante dele, mas fingi ser inteiramente forte.
Eu estava enganada e... Escolhi isso nas minhas ilusões e expectativas errôneas.
Na ingenuidade acreditei e ao ouvir tudo o que ele queria me dizer, falhei.
Arrependi-me? Talvez
Doeu? Muito.
Fez? Enquanto eu pude.
E?
E por fazer o que desejava e deitar a cabeça leve no travesseiro como hoje com esse tempo instável do outro lado da janela, a satisfação me faz abrir um suave sorriso.
Ser enganada dá a sensação de vazio, mas agir de acordo com a sua vontade e viver e arriscar dá a sensação gostosa de completude.
Satisfação.
Eu nunca perco. Eu sempre somo.
Eu sempre caio. Eu nunca continuo no chão.
Eu sempre choro. Eu nunca deixo de sorrir.
Eu te amo. Eu me amo mais.
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