Coincidências existem. Olha que engraçado, ontem escrevi sobre querer amar com liberdade, sem ter que me explicar e hoje na volta pra casa lendo à Nova (revista) vejo a seguinte frase da Maria do BBB: “Quero poder me entregar sem ter que me preocupar com o que vão pensar. E toda mulher tem direito a essa liberdade”.
Sou uma mulher muito transparente, verdadeira. Com intenção ou não, acabo sempre fazendo o que me realiza e digo o que penso. Com cautela sim, porém sem mentiras ou falsas palavras. Tento uma combinação certa delas, mas claro como todo ser humano que se preza eu nem sempre construo um harmonioso conjunto, no entanto tento e naquele momento me parece ser o ideal.
Não é que temos que nos expor em excesso, não é isso. Só acho que o amor se tornou uma coisa tão banal que as pessoas têm vergonha de se expressar porque hoje em dia isso é brega. Com a amizade também pode acontecer um distanciamento, uma vez que o ser humano está muito mais individualista, não há mais tanto contato, olho no olho.
A tecnologia favoreceu este afastamento e a correria principalmente nas grandes cidades, a busca por uma vida profissional de sucesso absoluto e a fixação nisso, fez com que a facilidade de um amigo virtual que não precisa “tomar muito” do seu tempo ou pode estar conectado com você mesmo quando trabalha e não requer atenção integral, porque ambos estão fazendo trezentas e uma mil coisas ao mesmo tempo, se tornasse mais atrativo.
Acho ótimo o poder da tecnologia de permitir o contato com pessoas, amigos e familiares, o que seria muito difícil, não fosse o celular, o email ou redes sociais. Mas, não consigo dispensar uma conversa num barzinho agradável, com uma turma de amigos rindo e contanto mil fofocas, dando opiniões sobre os mais variados assuntos, relembrando acontecimentos engraçados, dançar numa boate ou festa com eles que me faz tão bem. Chegar à minha cidade natal e receber o abraço carinhoso dos meus pais e do meu irmão ou mesmo tomar um banho de sol na praia e admirar a natureza e a porque não dizer, a beleza de um gatinho ;). Que pena pensar que tanta gente “foge” disso e PERDE isso. Quando eu era criança e ainda adolescente, tudo era tão mais agradável e fácil, porque era SIMPLES! O pouco era muito pra nós.
Isso vale tanto pra homem quanto para mulher. A sociedade atual impôs ainda mais limites para se adaptar a tanta falta dele! Muitas nights, muitas opções de baladas, muitos flertes, muita bebida, muito sexo, muita precocidade... muita muita coisa crescendo no mundo todo de forma desenfreada e devo dizer, assustadora.
Adoro sair, adoro uma paquera, mas a necessidade de ser “moderno” fez com que muitas pessoas se esquecessem do seu próprio valor em nome de uma falsa felicidade, de uma falsa liberdade, de uma falsa aceitação. Se divertir é MUITO BOM, mas qualquer escolha deve ser real, verdadeiramente prazerosa pra você e SUA. ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE SUA!
Sinto que atualmente estamos muito mais presos que antes. Não se pode falar o que pensa livremente não. Só o que mudou foi o assunto ou a forma de abordá-lo. Antigamente, falar que não queria casar, para uma mulher “de família” era motivo de exclusão da mesma ou chacotas. Hoje, falar que QUER casar é o motivo das chacotas. Antes a sociedade se indignava com uma turma de adolescentes vestidos de punk, por exemplo. Hoje? Também. O que mudou é que agora se fala mais sobre preconceitos e expressar o descontentamento a algo, seja o que for é motivo de brigas físicas, grupos no twitter (nada contra twitter, é apenas um exemplo) por vezes promovendo discussões, instigando a raiva e a violência, além do que, se for pego em flagrante pode ser preso em alguns casos.
As adolescentes continuam ficando grávidas e cada vez mais cedo. A diferença é que hoje há internet e outras mídias que “globalizam” a banalização do sexo e não informam sobre SONHOS que são tão reais e têm as mesmas conseqüências de antes. Adolescentes continuam sendo adolescentes e crianças continuam sendo crianças, mas agora podem pesquisar na internet como (das mais diversas e ridículas formas) “devem” se portar e agir para serem admitidas na “turma” e se sentirem parte dela. Isso é natural a essa faixa etária, no entanto, o que questiono são os excessos e a informação equivocada aos mesmos.
A Maria foi criticada, massacrada com inúmeras acusações fruto de um ideal “de boa moça” imposta pela sociedade e vendida pelo mundo virtual. Não vejo BBB, mas mesmo sem querer você sabe o que está acontecendo porque é só no que se fala nos primeiros meses do ano no trabalho, nos jornais, nas ruas e a internet também nos deixa a par todo o tempo.
Acredito, como já disse que todos devem ter limites, não só no amor, mas TAMBÉM nele. Afinal, não podemos amar ao outro mais que a nós mesmos, no mínimo tanto quanto. A autoestima é essencial para qualquer ser humano ter sucesso em na vida seja no que for. Porém, não julgo essa moça, não mesmo. Foi essa a forma DELA se expressar, de aprender a se valorizar, enfim, foi a forma dela de amar. Quem já não errou nessa vida? Quem já não perdeu a razão por alguma forte emoção ou sentimento? Falar é fácil e pimenta nos olhos dos outros... Já sabem né! Agora, quantas dessas pessoas que realizaram essas chacotas não fizeram a mesma coisa em algum momento da vida? Simples é entrar na onda de fofocas e críticas, difícil é se colocar no lugar do outro por um breve momento sequer.
Essa Maria viveu a sua verdade e arriscou. Mais uma vez friso: não concordo com esse excesso, mas compreendo! Acho que não faria, mas não julgo.
Depois de ler algumas entrevistas e reportagens comecei a ter uma opinião sobre ela, que é apenas uma mulher bonita, tem charme, mas acima disso, é um ser humano como qualquer outro, que sonha e vai em busca desses sonhos. E que mal há nisso?! Ela é formada na Escola Wolf Maia em São Paulo (muito conceituada no que diz respeito à TV, Cinema e Teatro), fala inglês, italiano e espanhol fluente. Desculpem-me a franqueza, mas a maioria esmagadora que a critica, não fala nem borrado outra língua. Não que seja um defeito, só que isso prova que ninguém se importa com o que ela realmente é ou faz. Só se preocupa com as “alfinetadas”. Eu vi nessa menina-mulher, assim como na Grazi Massafera, a Máira Moreno: uma mulher bonita, com charme e que por isso e SÓ por isso foi julgada muitas e muitas vezes de burra, fútil, patricinha e mimada, como se ser uma mulher bela fosse sinônimo de burrice e futilidade.
Cada um traça um caminho para chegar ao seu objetivo final, e se escolher o mais longo, o mais curto, o mais fácil, o mais difícil, a solidão ou a socialização, isso é um problema de cada um e ninguém é autorizado a criticar de forma nociva.
Todos devem ser livres para agir como se sentir melhor. Que palhaçada ficar apontando as escolhas do outro! Se cada um olhasse um pouco mais para o seu próprio nariz garanto que a porcentagem de seres humanos felizes e produtivos aumentaria exorbitantemente! E por falar em nariz, gosto é igual né, cada um tem o seu.
Ninguém nasce sabendo ou sabe tudo, nem deve! O importante é buscar crescer!
E tenho dito!